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O Retorno


Já faz algum tempo que eu estava ausente. 
Deixei inóspito aquele lugar onde eu quebrei a asa.
E o ocaso se amava com o crepúsculo no horizonte. 
Fazendo as gaivotas voarem de volta para casa.

Além, muito além da onde o vento faz a curva. 
Longe demais para que eu pudesse enxergar.
Que havia um braço estendido para me ajudar.
Das garras de um caminho obscuro e com chuva.

E agora depois de um longo sono, retomando a consciência. 
Livrando-me das mágoas que eu mesmo causei. 
Para poder ficar livre e deixar minha ânsia de entender a ciência. 
Dos mistérios divinos que quero usar, mas eu não sei.




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