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Carência





Deixa-me amor ficar mais um pouco

Não quero ir embora agora, nem depois

Quero ficar dentro de teu coração

Quero ficar sempre a teu lado



Deixa-me amor ficar para nunca mais sair

Deixa-me ser teu homem, somente teu

Quero beijá-la todos os dias pela manhã

Fazendo com que teu dia comece
cheio de amor



Deixa-me amor te amar sem limites
e sem censuras

Deixa-me ser sua razão de viver

Deixa-me dividir a felicidade que está
em meu peito

Deixa-me ser teu amor, teu único amor



Enfim, deixa- me amá-la sem medo

Deixa-me ser a coisa mais gostosa
em tua vida
Deixa nossos corações se embolarem
Nossos corpos se amarem até a exaustão


Diga que me ama tanto quanto eu a amo

Que também não vive mais sem mim
Diga que quer o que eu quero
Diga-me simplesmente que me ama....


Eduardo Baqueiro


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Reconvexo

Eu sou o vento que lança a areia do Saara Sobre os automóveis de Roma Eu sou a sereia que dança A destemida Iara Água e folha da Amazônia Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra Você não me pega Você nem chega a me ver Meu som te cega, careta, quem é você? Que não sentiu o suingue de Henri Salvador Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô E que não riu com a risada de Andy Warhol Que não, que não e nem disse que não Eu sou um preto norte-americano forte Com um brinco de ouro na orelha Eu sou a flor da primeira música A mais velha A mais nova espada e seu corte Sou o cheiro dos livros desesperados Sou Gitá Gogóia Seu olho me olha mas não me pode alcançar Não tenho escolha, careta, vou descartar Quem não rezou a novena de Dona Canô Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor Quem não amou a elegância sutil de Bobô Quem não é Recôncavo e nem pode ser reconvexo  Caetano Veloso