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Adeus


Flor menina tão querida
Nunca mais penses em mim
Vou sair da tua vida
Pois a vida quis assim
Vou chorar a realidade
Nas esquinas da saudade
No coração do meu fim...
Mas não chore vida minha
Tenha sempre na memória
Dentre todas minha rainha
A beleza é tua gloria
Adeus meiga e doce amada
Linda flor da natureza...
Se queres minha jornada
Nos mares da incerteza
Um mar na tempestade
Naufragando na tristeza...
brisa mansa que me afaga
Ameniza os prantos meus
No horizonte o sol se apaga
Como a luz dos olhos teus...

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Reconvexo

Eu sou o vento que lança a areia do Saara Sobre os automóveis de Roma Eu sou a sereia que dança A destemida Iara Água e folha da Amazônia Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra Você não me pega Você nem chega a me ver Meu som te cega, careta, quem é você? Que não sentiu o suingue de Henri Salvador Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô E que não riu com a risada de Andy Warhol Que não, que não e nem disse que não Eu sou um preto norte-americano forte Com um brinco de ouro na orelha Eu sou a flor da primeira música A mais velha A mais nova espada e seu corte Sou o cheiro dos livros desesperados Sou Gitá Gogóia Seu olho me olha mas não me pode alcançar Não tenho escolha, careta, vou descartar Quem não rezou a novena de Dona Canô Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor Quem não amou a elegância sutil de Bobô Quem não é Recôncavo e nem pode ser reconvexo  Caetano Veloso