Pular para o conteúdo principal

O piano silencioso



A melodia do seu piano não me faz dormir
Pare de tocar... Não se cansa?
E deites ao meu lado
Nesta noite tão chuvosa...
Sombria
Sufocante
Quero te amar neste momento
Neste instante...


Poupe suas palavras...
Pois a melodia do meu piano me traz
Maior fidelidade e conforto
Do que sua voz...
Durma ingrato
Meu corpo não lhe trará o prazer momentâneo
Que procuras nesta noite
A noite das suas mentiras


Por favor, minha doce orquídea.
Não escute murmúrios falsos
Acredite no poder do nosso amor
Procure no meu olhar
A resposta verdadeira
Que eu te amo...


Não pronuncie o nome de uma bela flor
Em sua alma só resta espinhos traiçoeiros
O nosso amor tem a força
De um castelo de areia
Seus olhos são sombras ardilosas
Demonstram um amor
Ardiloso...
Que acabam respondendo
A verdade mais cruel
Sua traição...

Se seus sonhos não chegaram
E seus pesadelos iniciaram
Não me preocupo mais
Fique com piano
Mas ele permanecerá
Em silêncio eterno...


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPOSITORES TOMAM CONTROLE DE CAMPOS PETROLÍFEROS NA LÍBIA Relatos de moradores da região leste da Líbia indicam que os opositores já tomaram o controle de importantes terminais de produção de petróleo no país, o que pode ameaçar o fluxo de fornecimento a diversos países e elevar a cotação do produto internacionalmente. As informações chegam horas após o ditador Muammar Gaddafi afirmar que as revoltas podem interromper o fornecimento do combustível ao exterior. Inicialmente havia relatos de que os rebeldes pretendiam manter o ritmo das exportações de petróleo, embora o "Guardian" indique que os opositores já estejam interrompendo a produção em determinados locais. O diário britânico cita o engenheiro mecânico Moustafa Raba'a, que trabalha com a indústria petrolífera Sirte, afirmando que "todos os poços de petróleo da região sul" da Líbia já estão em controle dos rebeldes

Reconvexo

Eu sou o vento que lança a areia do Saara Sobre os automóveis de Roma Eu sou a sereia que dança A destemida Iara Água e folha da Amazônia Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra Você não me pega Você nem chega a me ver Meu som te cega, careta, quem é você? Que não sentiu o suingue de Henri Salvador Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô E que não riu com a risada de Andy Warhol Que não, que não e nem disse que não Eu sou um preto norte-americano forte Com um brinco de ouro na orelha Eu sou a flor da primeira música A mais velha A mais nova espada e seu corte Sou o cheiro dos livros desesperados Sou Gitá Gogóia Seu olho me olha mas não me pode alcançar Não tenho escolha, careta, vou descartar Quem não rezou a novena de Dona Canô Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor Quem não amou a elegância sutil de Bobô Quem não é Recôncavo e nem pode ser reconvexo  Caetano Veloso