Pular para o conteúdo principal

FORÇAS ENTRAM EM AÇÃO NA LÌBIA




coment
Primeiro-ministro David Cameron fala à imprensa, em Londres, confirmando a ação das forças aéreas britânicas na Líbia. Foto: AP
David Cameron fala à imprensa, em Londres, confirmando a ação das forças aéreas britânicas na Líbia
Foto: AP


A Força Aérea britânica entrou neste sábado em ação na Líbia dentro da operação internacional contra o regime do líder Muammar Kadafi, anunciou o primeiro-ministro David Cameron, em uma declaração feita em frente a Downing Street. "As forças britânicas entraram em ação sobre a Líbia. Fazem parte de uma coalizão internacional para colocar em prática a vontade das Nações Unidas. Todos vimos a brutalidade atroz aplicada pelo coronel Kadafi contra seu próprio povo", disse Cameron.
Após presidir uma reunião de emergência de seu gabinete de crise, Cameron afirmou que a ação militar é "necessária, legal e justa". "É necessária porque, junto a outros, deveríamos estar tentando prevenir que (Kadafi) empregue suas forças militares contra seu próprio povo. É legal porque temos o respaldo do Conselho de Segurança da ONU, e é justa porque achamos que não podemos ficar apenas observando enquanto esse ditador massacra seu próprio povo", explicou o primeiro-ministro, que considerou a medida de interesse da população britânica.
"Acho que todos devemos ter a segurança que o que estamos fazendo é uma causa justa e por nosso interesse nacional", acrescentou. Antes, Cameron havia dito que Kadafi rompeu o cessar-fogo anunciado na sexta-feira, horas depois da aprovação da resolução do Conselho de Segurança da ONU que autorizava o uso da força, e que, portanto, o líder líbio deveria assumir as consequências. "Chegou a hora da ação", manifestou o primeiro-ministro após a cúpula de líderes mundiais realizada neste sábado em Paris.
Em seu discurso, Cameron, que foi um dos mais firmes defensores da ação militar para evitar a repressão pela força da rebelião contra Kadafi, fez também uma menção especial aos soldados britânicos envolvidos. "Hoje, nossos pensamentos estão com aqueles de nossas forças armadas que estão arriscando suas vidas para salvar as vidas de outros. São os mais valentes entre os valentes", declarou. Cameron afirmou ainda que o Governo confirmou com o procurador-geral, Dominic Grieve, a legalidade da ação internacional e ressaltou que "há uma base legal inequívoca para o desdobramento (no Mediterrâneo) de forças e ativos militares do Reino Unido".
Cindida entre rebeldes e forças de Kadafi, Líbia mergulha em guerra civil
Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Entretanto, enquanto os casos tunisiano e egípcio evoluíram e se resolveram principalmente por meio protestos pacíficos, a situação da Líbia tomou contornos bem distintos, beirando uma guerra civil.

Após semanas de violentos confrontos diários em nome do controle de cidades estratégicas, a Líbia se encontrava atualmente dividida entre áreas dominadas pelas forças de Kadafi e redutos da resistência rebeldes. Mais recentemente, no entanto, os revolucionários viram seus grandes avanços a locais como Sirte e o porto petrolífero de Ras Lanuf serem minados no contra-ataque de Kadafi, que retomou áreas no centro da Líbia e se aproxima das portas de Benghazi, a capital da resistência rebelde, no leste líbio.
Essa contra-ofensiva governista mudou a postura da comunidade internacional. Até então adotando medidas mais simbólicas que efetivas, ao Conselho de Segurança da ONU aprovou em 17 de março a determinação de uma zona de exclusão aérea na Líbia. A iminência de uma interferência internacional, muitas vezes requisitada pela resistência rebelde, fez com que Kadafi anunciasse um cessar-fogo, mas confrontos persistem. Mais de mil pessoas morreram, edezenas de milhares já fugiram do país

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPOSITORES TOMAM CONTROLE DE CAMPOS PETROLÍFEROS NA LÍBIA Relatos de moradores da região leste da Líbia indicam que os opositores já tomaram o controle de importantes terminais de produção de petróleo no país, o que pode ameaçar o fluxo de fornecimento a diversos países e elevar a cotação do produto internacionalmente. As informações chegam horas após o ditador Muammar Gaddafi afirmar que as revoltas podem interromper o fornecimento do combustível ao exterior. Inicialmente havia relatos de que os rebeldes pretendiam manter o ritmo das exportações de petróleo, embora o "Guardian" indique que os opositores já estejam interrompendo a produção em determinados locais. O diário britânico cita o engenheiro mecânico Moustafa Raba'a, que trabalha com a indústria petrolífera Sirte, afirmando que "todos os poços de petróleo da região sul" da Líbia já estão em controle dos rebeldes

Reconvexo

Eu sou o vento que lança a areia do Saara Sobre os automóveis de Roma Eu sou a sereia que dança A destemida Iara Água e folha da Amazônia Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra Você não me pega Você nem chega a me ver Meu som te cega, careta, quem é você? Que não sentiu o suingue de Henri Salvador Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô E que não riu com a risada de Andy Warhol Que não, que não e nem disse que não Eu sou um preto norte-americano forte Com um brinco de ouro na orelha Eu sou a flor da primeira música A mais velha A mais nova espada e seu corte Sou o cheiro dos livros desesperados Sou Gitá Gogóia Seu olho me olha mas não me pode alcançar Não tenho escolha, careta, vou descartar Quem não rezou a novena de Dona Canô Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor Quem não amou a elegância sutil de Bobô Quem não é Recôncavo e nem pode ser reconvexo  Caetano Veloso